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Dear Esther e como a interacção nos videojogos não é só combate.
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12-03-2012, 01:51
Mensagem: #1
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Dear Esther e como a interacção nos videojogos não é só combate.
Terminei à pouco tempo um jogo chamado Dear Esther, que é um remake de um mod para a source engine do mesmo nome feito pelo thechineseroom e tenho a dizer que fiquei impressionado. O que se faz no jogo? Andas, nadas e é só. Não existe puzzles, combate e nem existe a habilidade de saltar, o objectivo do jogo é chegar a um certo sitio enquanto alguém vai narrando de uma maneira muito poética.
Mas vocês devem estar a pensar “ok, andas, que raio de jogo é esse” e eu respondo a essa afirmação dizendo que é mais “videojogo” do que muitos jogos AAA, estamos numa época em que cada vez mais as pessoas exploraram a capacidade que um meio interactivo tem para além da inclusão de combate e os videojogos são o único meio artístico que é interactivo, existem mais jogos que exploram o lado mais pacífico dos videojogos, como Flower, os antigos jogos de aventura para o PC, etc…mas hoje vou falar apenas no Dear Esther e explicar a sua importância, não vou falar sobre momentos importantes do jogo, porque quero que vocês experimentem por vocês próprios, em vez disso vou falar sobre os diferentes emoções que o jogo me transmitiu durante a minha estadia na sua ilha. O jogo começa com a personagem a olhar para o mar, sozinho, numa ilha misteriosa, durante a tua viagem na ilha vais encontrar vários símbolos químicos nas paredes, monumentos e estruturas naturais interessantes. Logo no inicio já parecia que o jogo me estava a puxar para o seu mundo calmo, abandonado e misterioso, convidava-me através da sua ternura e frieza geográfica e eu não conseguia resistir, andei ao sabor de um vento que me fazia vir arrepios à espinha, como se estivesse a entrar do monitor para o meu quarto, a musica reforçava a solidão e paz que a ilha já me tinha fornecido, com os seus violinos e o seu piano. A única coisa que me apetecia fazer era continuar a olhar, a andar, a viajar pela minha mente e apreciar as plantas, as rocha, a água e os barcos, desde das casas abandonadas até à gruta, o mundo continuou a chamar por mim. A ilha é como aquele sítio especial perto da tua casa que tu vais para relaxar, apreciar e limpar a tua mente sem os distúrbios de nenhum animal racional, aquele local em que descobres coisas novas e que nem parece que faz parte daquela mesma cidade que és obrigada a estar todos os dias, é aquele lugar que, por momentos, passar a ser o espelho da tua mente, onde a consegues claramente e encontrar contigo mesmo e isso é o que a ilha do Dear Esther representa para mim. Isto é basicamente tudo que posso dizer acerca do jogo sem revelar muito, sugiro a todos que o joguem, é um jogo pequeno, logo não vai ocupar muito do teu tempo e é uma experiencia inesquecível. Quem diz que isto não é videojogo que se cale, só porque não tem combate ou acção não quer dizer que não o seja, é uma experiencia interactiva, logo é um videojogo, é mais videojogo do que aqueles jogos que querem ser filmes com cenas obrigatórias. Este meio artístico, tal como todos os outros está a evoluir, não podemos ficar presos ao que é normal num videojogo, os jogos tradicionais são excelentes e vão permanecer para sempre, mas temos de apoiar visionários como thechineseroom e thatgamecompany (criadores de flower e journey) na exploração deste meio de entretenimento e deixar que mais experiencias enriquecedoras como esta sejam criadas para que haja mais variedade e inovação no nosso adorável hobbie.
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12-03-2012, 07:53
Mensagem: #2
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RE: Dear Esther e como a interacção nos videojogos não é só combate.
Tenham pena que a comunidade não lhe dê o devido valor. Essas pessoas que se acham "gamers" só por jogar jogos com tiros e sangue deviam experimentar este jogo para descobrirem o melhor desta indústria.
Se eu podia viver sem Nintendo ... Claro que não podia!!! O meu blog sobre Nintendo: http://www.novidadesnintendo.com O meu canal no youtube sobre Nintendo: http://www.youtube.com/user/gusemasan?feature=mhum A minha colecção da Nintendo: http://www.videogamer-pt.com/T%C3%B3pico...o-Nintendo |
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12-03-2012, 11:39
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 12-03-2012 11:41 por DrunkenKoopa.)
Mensagem: #3
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RE: Dear Esther e como a interacção nos videojogos não é só combate.
Sendo um exclusivo PC dificilmente terei a oportunidade de o experimentar, com muita pena minha devo dizer.
Compreendo perfeitamente o sentimento que referiste, e concordo em absoluto com o teu argumento. Haverá sempre espaço para os jogos cujas regras nos são mais que familiares, mas são os títulos como os de que falaste e outros que quebram barreiras e apresentam algo de verdadeiramente diferente que são a nata da nata deste meio. Obviamente que jogos assim não são para todos, e encontram sempre uma grande resistência no mercado. Como em tudo, há quem tenha a sensibilidade para apreciar algo mais sofisticado, e quem não tenha.
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12-03-2012, 12:27
Mensagem: #4
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RE: Dear Esther e como a interacção nos videojogos não é só combate.
Gostei de tudo o que disseste, mas saliento o seguinte:
Leonheart escreveu:Quem diz que isto não é videojogo que se cale, só porque não tem combate ou acção não quer dizer que não o seja, é uma experiencia interactiva, logo é um videojogo, é mais videojogo do que aqueles jogos que querem ser filmes com cenas obrigatórias. É exactamente esse o problema dos videojogos cinemáticos actualmente. Querem enveredar por um caminho diferente a tudo o resto, mas no final acabam por ser tão clichés a nível jogável como de storytelling. É esse o maior problema que eu tenho com jogos cinemáticos. Bom artigo |
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12-03-2012, 13:37
Mensagem: #5
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RE: Dear Esther e como a interacção nos videojogos não é só combate.
(12-03-2012 12:27)Hyperion escreveu: Gostei de tudo o que disseste, mas saliento o seguinte:Nem mais. Vou dar uma vista de olhos neste jogo. Joguei um modo também original, The Stanley Parable. Não sei se é do mesmo género mas vale a pena. True to this | V |
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12-03-2012, 15:29
Mensagem: #6
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RE: Dear Esther e como a interacção nos videojogos não é só combate.
Como é que se joga isto, só tendo o Half life 2 para pc?
Cada vez mais estou interessado neste tipo de experiencias, se sao consideradas jogos pouco me interessa. O Journey também já é compra certa. |
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12-03-2012, 18:20
Mensagem: #7
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RE: Dear Esther e como a interacção nos videojogos não é só combate.
(12-03-2012 15:29)Ivan escreveu: Como é que se joga isto, só tendo o Half life 2 para pc?. O remake não, a versão original sim.
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